Consumismo: o pior inimigo da Ecologia Humana
Do consumismo sobra muito lixo. Que entope tubulações, aterros, praias; que desprende químicas contaminantes no meio natural, despeja esgoto, exaure a capacidade produtiva da terra, extingue árvores e animais raros, polui o ar e deforma a paisagem natural.

Mas o pior rejeito do consumismo é o homem que não consome, alienado dos bens do progreso humano, como da cultura, da boa escolarização, do profissionalismo, da capacidade de administrar a nutrição e o asseio, e, consequentemente, da própria saúde.
O “rejeito humano” do consumismo avança mais violentamente em seu agravante psicossocial. Imagine que uma formação humana descuidada cria no ser a propensão a “necessidades” de consumo, que serão a “sede” diante de um mar de glamour e gastos inalcansáveis pela maioria. E imagine que as subjetividades da psicologia, como medo, insegurança, frustração e
solidão, farão com que o indivíduo tome a satisfação imediatista como as “respostas” existenciais de que precisa…
A insustentabilidade desse modelo de progresso, ante a fragilidade da natureza, hoje bem consensual, evidencia que a solução recomendada não é esta perseguida pelas correntes políticas tradicionais. Elevar universalmente o padrão de consumo dessa forma se torna uma quimera boçal em dois sentidos: primeiro, o livre mercado tende à concentração de demandas e ofertas; segundo, a natureza é limitada.
A solução está escrita há alguns milênios, e subsiste reclusa em algumas culturas, e na obra de alguns visionários. Diz que é preciso “anunciar” outros valores além da “riqueza pela riqueza”, do poder pelo poder; os meios de comunicação social precisam cessar um processo denominado “artificialização da necessidade”; o gosto instintivo deve ser, como no mundo natural, restrito aos animais – a racionalidade deve estar disposta à manutenção da espécie; e, se é inescusável valer-se da exploração do meio
em proveito humano, é necessário fazê-lo com sensibilidade ética, e compromisso com a sustentabilidade.
Não dá mais para continuar gerando “rejeitos sociais”, o pensamento, a ação, a militância, o engajamento, a arte e a religião devem seguir harmoniosamente os presupostos desta Ecologia Humana.




Parabéns Alessandri,pelo o seu blog com um assunto muito importante para todos nós.
Obrigado a você, Édson! estou a berto a contribuições… Nada adiante tanto escrever, se eu não conseguir que pessoas, tanto quanto você, se interessem..