Muito do que há, às vezes, incidentalmente, em Vinicius, está extremamente relacionado às subjetividades “espirituais” de sua ecologicidade humana. A intenção de “inserir-se” no mundo, respeitando seu “bem” e revolucionando seu “mal”; a profunda humildade de reconher o pequeno, mas significante, papel da genialidade, diante dos problemas humanos…
Tanto Vinicius, quanto Ganzaquinha e Chico, são almas que duelaram com a língua, se mantiveram fingindo-se de mortos no meio da “elite” autosuficiente, e de lá disparando suas farpas contra a opressão, a fim de dizer ao povo: “estamos cantando coisas a vosso respeito!”… E a tragédia é que a parca educação dessa gente inviabilize o autoconhecimento… Então, “¿como mudar-me, se agora mesmo não sei quem sou?”.
Eis, em Vinícius, um homem que “sabe bem quem é!” Que se plante esta semente no coração das mutidões. A começar por nós mesmos, pelos nossos pequenos, nossos amigos e inimigos.



