A tragédia está no caminho dos pobres. Se a mortalidade infantil decresceu 44% nos últimos dez anos, logo ali, na esquina das idades, a morte espreita essas vidas “bem sucedidas”. Morrerão aos 17, nas drogas, nos volantes e guidãos da liberdade-a-qualquer-preço.
Ouso dizer que a primeira das “mortes” dessa juventude ocorre nos pátios de uma educação desumanizadora, que não visa a formar o Homem, mas, quando muito, fabrica um tecnólogo alienado. É preciso ensinar “a aprender”, isso significa ensinar humildade diante de limites psicológicos, sociais e físicos.
Digamos aos meninos, que sentimentos devem ser cultivados, que a sociedade necessita da ordem e da fraternidade, e que o corpo deve ser preservado, como extensão que é da frágil natureza planetária. Digamos também aos pais, que é mais honroso o caráter que a riqueza; vale viver menos abastadamente, se isso for condição para uma interação melhor entre pais e filhos.
Não está claro a que tipo de “progresso” se referem quando dizem ter “libertado a mulher” do espaço doméstico, ao qual estava restrita. ¿Quem educará nossos filhos, nas fases mais férteis da vida, quando precisamos lhes plantar a humanidade na alma? ¿O sistema educacional está projetado pra substituir a família? ¿Ou acreditaríamos que consumir essa abundância de produtos aletrônicos é o novo papel dos pais na sociedade? A máxima política de educação nunca será maior que aquele chavão dito pela mãe ao administrar uma didática palmada! Pelo que nos consta, professores e professoras não possuem o poder disciplinar, o amor e as demais características intrínsecas às relações familiares.
Nestes termos, saímos da fase das demandas sociais, para as demandas humanas. Isso é sensato ao admitirmos que muitas das lutas sociais do séc. XX perderam o ser humano na greta de suas louváveis manifestações. Consquistamos no trabalho a função de máquinas, e são também máquinas que tentam, nas escolas, disciplinar nossos filhos “órfãos”; e, nas unidades de saúde, somos recebidos por mercenários que lutam uma guerra “alheia”!
Reverter esse ciclo é urgente. A luta por um ambiente social justo e equilibrado, passa pela restituição da família à função de base-social. As mídias precisam amenizar seu pendor ao consumismo é ao status vazio; as crianças devem ser libertas de tanta propaganda massiva e sensualista.
Há riquezas maiores que o dinheiro: ¿quem repetirá esse coro pelo mundo a fora?! HÁ VALORES MAIORES QUE O DINHEIRO! E esses são presupostos da Ecologia Humana.



