O consumismo persegue almas, onde quer que elas estejam. Segue-as, para dizer-lhes que “nada são, pois nada têm”. O consumismo persegue, em forma de lixo, na forma da sensualidade vulgar, na “vaidade” residual que permite escolher o melhor escombro, o melhor rejeito, a melhor sobra de comida…
O consumismo ensina aos pobres o quê devem vestir; não lhes dá o dinheiro; dá até alguns molambos usados, como uma sensual sainha, que expõe a “beleza” das perninhas russas de poeira. O consumismo só não ensina a prudência de resguardar a alma e o corpo contra a violência dos “consumidores”.

Por mais trágico que pareça, os limites da natureza são mais óbvios de serem notados, mas os limites humanos vêm na forma discreta de uma escravidão consentida, às vezes abrandada pela falsa "caridade"...
As escolhas que fazemos são baseadas, de uma forma ou de outra, em um sistema de valores. Tal sistema deriva dos princípios éticos que abraçamos…” Kormondy e Brown (na obra Ecologia Humana, da Ed. Atheneu)




