Feeds:
Posts
Comentários
Precisamos reinventar o humano no nível da espécie porque os temas com que estamos envolvidos parecem estar além da competência de nossas tradições culturais atuais, individual ou coletivamente. (Thomas Berry, em The Great Work)

Outro dia estava eu a cavucar entre as alentadoras páginas (físicas) de Pierre Dansereau, ruminando ainda estas ‘estrofes”:

“As ciências do meio ambiente estão à procura de uma nova síntese do saber e de uma nova prescrição cujo princípio será mais ecológico do que econômico e mais ético do que científico”

quando uma amiga, por e-mail, enviou-me a boa nova da entrevista, dada ao pessoal do site “Nós da Comunicação”, com Alan Wallace.

Trata-se de um texto extremamente “espiritual”, no que se dá a este conceito a atribuição de “espaço mental de sintese das percepções, que resulta no poder de ‘compreensão’ ultrassensorial”. Em suas falas, Wallace simbiotiza a síntese da filosofia budista com um desiderato de comportamento ocidental, propondo posicionamentos éticos e psicológicos contra o consumismo antiecológico e as incertezas existenciais humanas. Eu não poderia deixar de lincar aqui essa deliciosa entrevista. Ela certamente contribuirá para moldar nossas conciências de Ecologia Humana. Eis um pequeno trecho:

“A sociedade ocidental moderna estabeleceu um terrível exemplo para o mundo. Criamos um ideal no qual uma boa vida é resultado de um consumo massivo. Esse modelo se espalhou pelo planeta. Se as mais de seis bilhões de pessoas do mundo perseguem este ideal de consumo, então, estamos condenados. Isso é uma declaração científica: nosso planeta não pode consumir nesta proporção, especialmente com uma população em crescimento. Esse é um ideal materialista, sempre olhando para fora em busca de felicidade. Valores e estilos de vidas materialistas estão entrelaçados.”

Eis umas raras palavras que dão à luz a humana visão do homem. Levemos adiante. A função do homem humanizado é similar ao do educador, do semeador… Ele lança a vida nos corações ressequidos pela insensibilidade nossa de cada dia.

A Profecia

Assim diz um senhor, aquele que sentiu as milhares de horas como vento na pele, e que viu passar ante seus olhos cada palavra da infinita comédia humana, sentado à sombra do penhasco: Só um milagroso gesto é capaz de frear o ritmo autodestrutivo das comunidades atuais. E é artifício para duas mãos esse ‘gesto’, figuradas pelo altruísmo da fé justaposta à responsabilidade humanística. O presente estado caótico por que passa a humanidade requer o imediato armístício entre as religiões e o humanismo. Principalmente porque aquela generalidade antiga de credos habituados à caridade, à função socioeducadora, não existe mais – foram sepultados pelo ‘prosperitismo’ neoliberal, na manifestação contemporânea da ‘Reforma’. O humanismo está hoje ‘em cheque’, desvalorizado pelos cultos ‘ultratranscedentais’, e inviabilizado
pela precariedade na difusão dos conhecimentos éticos. O humanismo não pode mais ser tratado como um “inimigo da fé”. Antes, precisa ser urgentemente acolhido como um aliado seu na tarefa humanística de redenção do Homem. Há ainda subjacente à religião e ao humanismo (algo que se lhes torna traço comunicante), que não podem eles, sob pena de ensejarem a tragédia anunciada, ser abolidos. É preciso cautela. Tem-se encarecidamente que desenvolver um humanismo contrutivista e pacificante. E, seguramente, seria um desserviço ao homem moderno atentar radicalmente contra o senso de fé. Por um profundo amor, que paira acima de uma e outra ‘ideologias’, é preciso ir com essas ‘mãos’ a despertar o homem, que ‘caminha como ovelha muda e cega ao matadouro’. Não há mais tempo a perder! – assim diz o profeta!

Sugiro, antes da leitura desta postagem, que se assista ao brilhante monólogo dito pelo sr. Chico Anísio, onde toca teatralmente a questão da problemática metropolitana brasileira. Eis o video:

Amigos, estou há algum tempo “formatando” minhas idéias a respeito de um tema que se tem tornado polêmico exatamente pelo liberalismo insano dos dias atuais. E, no calor desses “discursos de boteco”, o debate que serviria para se questionar uma negligência secular do poder acaba sendo encerrado pelos preconceitos do “politicamente correto”, da hipocrisia, e pelo superficialismo das mídias de massa.

É a questão da migração. Tenho enfocado o assunto pela ótica do Direito mais básico, personalíssimo, que é “permanecer”. Não cabe detalhar aqui a essencialidade das ligações entre o homem e seu espaço socioecológico (assunto comentado alhures); aliás, Ecologia Humana não é nada mais senão isso; nem preciso evocar o que as estatísticas reiteradamente demonstram: que as pessoas migram por motivos econômicos, sobrevivenciais. Já cantava Luiz Gonzaga, “quem é rico mora na praia, mas quem é pobre não tem onde morar”. Ou seja, os mais abastados fazem veraneio e turismo; os desprivilegiados vagam, ou em busca de “casa”, ou, num sentido mais amplo, em busca de um “lar” – provido de condições dignas, como saúde e alimentação.

Portanto, quem defende a migração excludente (e 90% dela o é), como direito feito absoluto, está negligenciando gravemente a lesão às garantias personalíssimas e assentindo com as graves conseqüências do “desterro” e da alienação na crise urbanística brasileira e mundial. Neste sentido, as próprias mazelas do poder permanecem veladas.

A ruptura entre o homem e seu meio ecológico, considerado numa acepção holística e psicossocial, está na raiz dos grandes males planetários da atualidade. Analise-se desde as vítimas da escravidão até os retirantes do nordeste, e se verá que os migrantes ou emigrados desligam-se ou são desligados de seus laços comunitários pelas ações ou omissões de um poder político tirano, corrompido ou negligente diante das carências humanas básicas e da exploração.

Como exemplo das conseqüências, os africanos e médio-orientais exercem contínua pressão migratória sobre a Europa, sendo rechaçados e oprimidos com políticas restritivas e excludentes; latinos americanos perdem a vida para adentrar à América e enfrentar suas discriminações; no Brasil, a migração interna desequilibra o ambiente social das médias e grandes cidades. Metrópoles como Rio e São Paulo, que antes isolavam os “hóspedes” nas periferias e favelas, agora sofrem o maior surto de violência da história, pois, em movimento análogo à pressão afro sobre a UE, os negros e pobres, instigados pela propaganda consumista, “invadem” o asfalto, como numa revanche contra a discriminação e a desigualdade socioeconômicas.

Há muito tenho adotado a idéia de que a saída desse ciclo, pelo menos em nível local, “celular”, e que está ao alcance de nossas ações, é um conjunto de estratégias denominadas “municipalistas”. Os governos devem adotar estratégias voltadas a investimentos em cidades e pólos empobrecidos e situações naturais excludentes. Hoje os sistemas de emendas e investimentos federais e estaduais pautam-se pela visão eleitoral e não político-desenvolvimentista. Há mesmo um reforço dos bolsões de pobreza, que são mantidos como “currais eleitorais”, há várias décadas.

Mas não dá mais para permitir que pessoas sejam “expulsas” de seus laços ecológicos comunitários pela negligência do poder público. A promoção de um meio ecológico harmônico, apto ao desenvolvimento sustentável, passa, necessariamente por uma releitura humanizada do que seja Direito, contraposto às imposições da miséria social – certamente, os migrantes sentir-se-iam muito mais dignos em suas cidades do que encurralados e explorados numa periferia do mundo.

Abortos

Eu sou principalmente contra o aborto pós-parto; aquele que estagna a manutenção de um direito já sentido, já semivivido. Sou contra o aborto transmitido aos 3 anos e consentido aos 15, por uma educação desumanizadora e pela sociedade desalmada, atroz, que não ensina o justo querer, o equilíbrio holístico entre vontade e necessidade.

Menino dorme na calçada...

Menino dorme pela manhã na calçada.

Sou contra o abortivo desligamento entre as pessoas e a natureza, que, no fundo, é retirar os filhos dos braços de sua mãe. Quanto a isso, vivo me esquivando dos bisturis genéricos e ostensivos.

Sou contra. Luto contra. Combato esses suaves e deletérios abortos do jovem no pico narcótico, nos volantes e punhos da morte. Aborto de ventres intoxidados pelas drogas alimentícias, agrotóxicos, conservantes e ultrajantes, licenciadas pela insana guerra da busca ao lucro, para financiar a… longevidade!

Sou contra o assassínio do homem exaurido nas grades do trabalho, cuja exploração o impede de também nascer para o autoconhecimento.

Sou contra o aborto da arte inata no gesto do menino mestiço, que o impede de sentir-se menino negro apenas com menos melanina. Porque matar a arte é extinguir o abstrato elo entre o ser e o mundo, e o ser em si é apenas este sugesto abstrato, sem moeda e sem cor.

Sou contra o aborto das capacidades críticas, das possibilidades místicas sensatas e ecológicas; contra a prisão estereotípica em padrões comportamentais e estéticos.

Meu ofício é o combate ao aborto pela inanição e pela pseudonutrição, causadas na insolência do poder excludente, que opta por lucrar na doença em vez de promover a gratuita saúde.

Pensando bem, sou contra o aborto dos nossos idosos! Nas filas, nas ermas cadeiras esfiapadas dos sanatórios e des-abrigos; eutanásias mudas nos olhos pasmos, abandonados pelos abortos-vivos da revolução sexual.

E sou contra tudo isso, para então proteger o feto.

Búzios, 12/10/2009

Amigos, fiquei extremamente entusiasmado ao assistir à explanação do nobre sr. Chris Jordan, fotógrafo dedicado e profundo em sua perspicaz instrospecção humanista… É da mais  refinada ecologia humana! Constrange nossa insensibilidade, pela retórica bem articulada, que de modo límpido se comprova diante do raciocínio. Imposível deixar de ver!

 Parte 1:

 

 Parte 2:

 

Apesar de ter encontrado nestes anos recentes algumas mentes reflexivas na América, como os autores de polêmicos documentários e alguns esquerdistas, poucas vezes tive conhecimento de um tão elevado humanismo, e espero que cá mesmo entre nós tiremos boas conclusões do fotografismo de Chris Jordan.

Menino Voador … ||  tenho a obcessão artística de “deter” a infância, pelo menos enquanto não formamos seres humanos melhores do que nós… e passo mesmo a vida intervindo nos hábitos dos “meninos-homens”, do menino utópico que eu mesmo sou… infâncias que escaparam aos humanistas de outras épocas – os “urbanologistas” – e não “ecologistas de Homens”, como a vida requer…

.|| meninos voadores ||.

…esta imagem tem tal simbologia: de uma intensão que subtrai o “peso do ser”, que o detém no momento de uma “verdade”… e lhe diz, à semelhança de Saint-Exupéry, “o essencial à vida é invisível aos olhos”… || … ¿ os meninos entenderão, se lhes tolhemos a acessibilidade ao corpo, à língua, à cultura? …mas acautelo que assim mesmo continuemos a ser os iconoclastas contra a leviandade divinizada, contra o consumismo, contra a guerra de cada dia…. sejamos os “loucos” a dizer que o “essencial à vida é invisível aos olhos”

OUTRAS IMAGENS DA GALERIA

OqueHáDeMaisProfundoNaLuz

|| Jaz “pesando” nesses ombros mudos o fardo da vida, a experiência, um “ethos” relegado ao esquecimento social, em razão do esquecimento “de si”, típico de nossa cultura irreflexível… || O idoso é o “vetor” da cultura, a ponte entre gerações. Lamentável que a modernidade os trancafie nos preconceitos da idade, que desligue o “umbigo” entre gerações… || … penso num projeto de um “Lar de Convivência Senoinfantil”, onde idosos e crianças conviveriam assistidas, permitindo assim um encontro de histórias, e um semear de cultura nas novas “terrinhas” férteis e órfãs… ||

http://www.flickr.com/photos/furta-cor (click em alguma para ir ao flickr)

mar.que.balança.suavemente.as.cores

… Aqui, uma mostra da Búzios-aldeia que impregna nossas memórias e nossos genes; todo buziano tem um “quê” da negritude, da exploração e da alienação… || … não vejo formas de redimir “futuros”, sem que se dê ao povo o “conhecer” de seu passado – remota é a porta de entrada da cultura, e esta, sem dúvida, seria uma forma de promover o respeito à natureza e ao meio social. ||

Que o novo ano despontando adiante seja fecundo de percepções novas, de humanidades afloradas e sensíveis. Colo aqui abaixo um poema, hino da indignação de Pablo Neruda, contra a hipocrisia e os males da guerra.

Almeria

Um prato para o bispo, um prato triturado e amargo,
um prato com restos de ferro, com cinzas,com lágrimas, um prato submerso, com soluços e paredes caídas,
um prato para o bispo, um prato de sangue da Almeria.

Um prato para o banqueiro, um prato com caras
de meninos do Sul feliz, um prato
com detonações, com aguas loucas e ruinas e espanto,
um prato com eixos partidos e cabeças pisadas,
um prato negro, um prato de sangue da Almeria.

Cada manhã, cada manhã turva de nossa vida
o terás fumegante e ardente na vossa mesa:
o afastarás um pouco com vossas suaves mãos
para não ve-lô, para não digeri-lo tantas vezes:
o afastereis mais um pouco entre o pão e as uvas,
a este prato de sangue silencioso
e que estará alí, cada manhã, cada manhã.

Um prato para o Coronel e a esposa do Coronel,
numa festa da guarnição, em cada festa,
sobre os juramentos e os cuspes, com a luz de vinho da madrugada
para que o vejais tremendo de frio sobre o mundo.
Sim, um prato para todos vós, ricos daqui e de lá, embaixadores e ministros, comensais atrozes, senhoras de confortável chá e pronuncia:
um prato destroçado, transbordado, sujo de sangue pobre,
para cada manhã, para cada semana, para jamais,
um prato de sangue da Almeria, diante de vós, sempre.

De Pablo Neruda

Muito do que há, às vezes, incidentalmente, em Vinicius, está extremamente relacionado às subjetividades “espirituais” de sua ecologicidade humana. A intenção de “inserir-se” no mundo, respeitando seu “bem” e revolucionando seu “mal”; a profunda humildade de reconher o pequeno, mas significante, papel da genialidade, diante dos problemas humanos…

Tanto Vinicius, quanto Ganzaquinha e Chico, são almas que duelaram com a língua, se mantiveram fingindo-se de mortos no meio da “elite” autosuficiente, e de lá disparando suas farpas contra a opressão, a fim de dizer ao povo: “estamos cantando coisas a vosso respeito!”… E a tragédia é que a parca educação dessa gente inviabilize o autoconhecimento… Então, “¿como mudar-me, se agora mesmo não sei quem sou?”.

Eis, em Vinícius, um homem que “sabe bem quem é!” Que se plante esta semente no coração das mutidões. A começar por nós mesmos, pelos nossos pequenos, nossos amigos e inimigos.

Estava eu lá, passeando pela Europa portuguesa/hispânica, analisando as novas tendências sociais do velho continente, e deparei-me com um blog (http://pt.novopress.info) de forte conteúdo identitarista – o “identitarismo” é mesmo isso que transcrevo aqui adiante, vindo do moderador (?) daquele blog :

“O movimento identitário na Europa visa, básicamente, o estritar de laços dos Povos com a sua Terra, o objectivo final é a nossa sobrevivência neste mundo globalizado e para nós isso passa pela preservação do nosso legado etno-cultural. Saudações Europeias.”

Concordo. E digo, ainda, que o nosso pensamento sobre cultura e história buzianas comunga desses postulados básicos. O que diferencia meu “identitarismo” do movimento de lá é a questão da perspectiva: eles são “vencedores”, nós somos os “vencidos”! Os nossos pretos estão descendo dos morros, confrontando a society, e os congoleses atravessam vorazmente o Gibraltar. A Justiça é a única resposta capaz de aplacar a violência. Mas, leiam o seguinte trecho de notícia, do dia 24 de julho de 2008, veiculado naquele mesmo site:

Um polémico “pacote” legislativo para combater a imigração clandestina foi hoje aprovado por ampla maioria na câmara alta do parlamento italiano. Esta legislação é criticada pela esquerda, associações católicas e de defesa dos direitos humanos, bem como por algumas instâncias europeias.

A imigração clandestina passa a ser crime punível com uma pena de seis meses a quatro anos de prisão, são agravadas em um terço as penas dos reincidentes, as expulsões ficam mais facilitadas e os proprietários de estabelecimentos que alojem ilegais incorrem em seis meses a três anos de cadeia. A duração da estada dos clandestinos em centros de acolhimento pode ser prolongada de dois para 18 meses.

O “pacote” contempla ainda duras medidas contra a criminalidade perpetrada por estrangeiros.

Ora, todos sabem que hoje há uma enorme pressão anti-áfrica pesando sobre a gestão da União Européia! Não há nada de novo. Esses são reflexos exatamente do movimento identitário. Esse movimento, obviamente, tem seu lado bom servindo de fachada para muitos neofacistas, travestidos de democratas e liberais. E foi assim que lhes respondi nestes termos adiante, ainda tentando “falar o português”:

“Soubesses tu, o quanto eu mesmo sou amante das tradições européias! Especialmente francesas e portuguesas! Seria prolixo tanto quanto Camões, em delinear a bravura de lançar-se progressivamente ao desconhecido. Nem imaginas quê passa em meu coração quando a ouvir Amália, Dulce Pontes, Mariza e outras fadistas!

Mas estou aqui a falar de laços mais fortes do que o “neo-nacionalismo”, isso que me parece um nacionalismo novo, pois somente lhe alteraram na base o conceito de “nação”, dando-lhe o fulcro mais cultural e menos político. Meu blog se chama, como se há de notar, “ecologia humana”, e certamente poderia chamá-lo “ecologia identitária”, se isso não implicasse reduzir o alcance filosófico e ético que meu título propõe.


Ao invés de repudiar o Identitarismo, louvo-o, mas com as cautelas de quem observa uma história européia onde, diversas vezes, o ímpeto conservador descambou à barbárie, ao nacionalismo xenófobo e genocida.
Quanto a isso, digo, há mais maneiras de se matar o homem do que lhe sangrar diretamente. Temo a morte por degredo, do preconceito, das privações… Outrossim, sabemos, no campo das teorias econômicas, que há outras formas, menos confortáveis, que o identitarismo, de amenizar a “descaracterização” da Europa; mas é uma pena que os europeus não queiram relaxar mão de seus confortos, suas ostentações, suas agressões diárias ao meio ambiente, sua exploração aos países pobres…

De qualquer modo, agradeço profundamente sua manifestação.

Vê: estamos, de modo ou outro, indo em direções paralelas.

Saudações Buzianas!”

Analisem, então, e tirem vossas conclusões. Sobretudo, não devemos esquecer o seguinte axioma: “a miséria é parasita da riqueza”. Agora que a França retalhou o Benin, que Portugal desterrou os avós de nossos negros favelados, sequestrando-os para o degredo e a morte… Agora querem dar as costas, com a singela justificativa: “temos uma identidade a preservar, e vocês, pobres, famintos e expolorados não têm nada a ver com nossas raízes gloriosas“. ▓

Rô, esse post acompanhará uma das poesias que escrevi pra vc (lembra?) Deixe só eu encontrá-las aqui… Isto porque vc é parte de meu espaço ecológico-humano, é um link, por assim dizer, entre mim e a boa fração do mundo.

Postagens Antigas »